Adeus, reticências.
...
Elas foram dores urgentes,
tristezas vigentes
Agora, distantes.
Dissolvidas pelo vento
e secadas pelo tempo.
Percurso de dura luta cura.
O acalento da alma
fez da urgência, calma.
Um dia,
não se sabe quando,
tudo se foi.
Esvaiu-se,
perdido dos sentidos.
E, assim, disse a liturgia:
--Adeus, reticências
.
Ouviu a voz afável e a melodia suave. Sem choro, sem pesar, sem alterar. Nada. Dissipou-se nos tempos que passaram. Levado pelos ventos distantes, enterrado no cemitério do esquecimento. Pela percepção do que acabara de acontecer, sorri. E volta a amar a canção que achava tão linda.

5 Comments:
ainda não foi, a minha...
mas vai.
espero.
olha, voltaram!!! Hum, grandes expectativas sobre o que será escrito aqui!!! :)
Pelo pouco que sei, são duas pessoas muito talentosas!! :)
Boa sorte.
O contato com as letras. Injetar pulsações. Ao contrário, Ju, eu gostei. E gostei de um jeito meu. Nosso. Uma vez assim, amanhã já outro. E assim sucessivamente. Não, não é linear, não se revezam. Apenas são. Lacunoso, digamos assim. Podem vir juntos, ou não. Mas vem. Vem com força.
Beijos.
se não fosse o diego, eu nem sonharia que você enfim tinha criado coragem pra expor suas letras.
vou voltar mais.
:****
reticências ainda são pausas dramáticas aqui. chuif.
aqui é lindo!
beijo, beijo. :]
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