num fôlego só.
minhas mãos não andam acompanhando a velocidade dos meus pensamentos. encarcerada, entre os ponteiros que sinto labirintos, não consigo escrever. elétrica, presa num ritmo lento, arrastado, demorado, prolongado, alongado e sanguinário. ando, ando, ando e não saio do lugar. grito, grito, grito e nem um som se faz no ar. giro, giro, giro veloz nesse turbilhão que se move a passos de formiga. ontem, dirigindo meu carro, senti-me tão livre que quase achei que podia voar...o que é voar? talvez, por na alta velocidade encontrar sintonia para o meu pensar. o que é pensar? ver aquela imagem bonita de rua inteira a frente me fez bem. ouvir os carros ao longe. som de vida. o que é vida? me faz bem. te quero bem. meu maior bem querer. ainda. parece que sempre. me ler sempre. o que é sempre? isso que não passa. viva, não se despeça. vai embora de mim. ser racional. o que é razão? ainda te afeto e não passou como deveria. qual é o problema então, homem? o que é homem? o que sou eu? o que é você? o que é isso?
respiro.
respiro.

4 Comments:
o que é sempre? eu também não sei. mas é palavra cheia de tempo demais. eu ainda prefiro o agora.
:***
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Respiro.
Num só fôlego.
=*
As coisas ficam assim quando da leitura desconcertante da Clarice, pelo menos a última vez foi assim. Fluxo intenso que faz atrito em nossa mente, num único fôlego. Imagens que se sobrepõe e todos num ritmo de afeto impressionante. Vida em puro devir razão, desconstrução. Vamos levando.
Beijos Jasmim,
Diego
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